Cavalhada de Santo Amaro preserva a memória social e identidade cultural
A escritora Gisele Gonçalves destaca a cavalhada de Santo Amaro espaço de preservação da memória social e afetiva e o cultivo da amizade social e ajuda a manter viva s tradição cultural dos moradores
Ricardo Gomes – Diocese de Campos
A memória social ajuda a manter viva a identidade de um grupo, transmitindo valores, tradições e histórias de geração em geração. No contexto de Santo Amaro, isso se reflete na forma como a comunidade preserva e celebra a Cavalhada e as festividades de janeiro. As memórias compartilhadas fortalecem os laços sociais, promovendo um senso de pertencimento e coesão entre os membros da comunidade. – Gisele Gonçalves – escritora
Gisele destaca a importante dedicação do grupo à preservação da Cavalhada, que une pessoas e gerações em torno de um objetivo comum. É importante destacar que a memória social não é estática. Ela é constantemente reinterpretada à luz de novas experiências e contextos, possibilitando que as novas gerações tenham maior proximidade e conhecimento de suas raízes e valorizem as suas tradições.
A cavalhada apresenta em sua essência o dialogo fé e cultura. Ao mesmo tempo simulação de guerra termina com a proposta de paz entre os povos. Tem sua representação associada a festa de Santo Amaro, uma tradição de 293 anos e inicia com a presença dos monges beneditinos desde 1648 com a construção e desenvolvimento nos aspectos, social, religioso e econômico de toda a região com a implantação da fé católica.