Fiéis de Raposo e Laje do Muriaé enviam donativos para vítimas da enchente na zona da mata mineira
Ruan Sousa (Comunicação Diocese de Campos) / Fotos: Bruno Martins
Os fiéis da Diocese de Campos iniciaram uma mobilização com o apoio das paróquias para arrecadação de donativos para os atingidos pela enchente na zona da mata mineira. Na região noroeste do estado, os católicos e irmãos de outras igrejas se uniram em uma ação ecumênica para arrecadar mantimentos e água. De acordo com o Pe. Wellington Souza, um dos idealizadores do movimento a ação nasceu junto com um grupo de fiéis. “A iniciativa nasceu na Igreja, logo entrei em contato com um grupo empresarial, que nos cedeu um caminhão para levar o material que arrecadaríamos. Em seguida, entrei em contato com o Pe. José Carlos, pois a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, em Laje do Muriaé, é muito próxima e iniciamos a arrecadação de donativos. Inclusive, nessa mesma proporção o Pr Marcelo, aqui do distrito de Raposo, nos procurou dizendo que gostaria de participar. Então, todos unimos as mãos”, afirmou o sacerdote.
A arrecadação apenas com os fiéis de Raposo foi o suficiente para arrecadar a quantidade de um caminhão de doações e já enviamos a primeira remessa ainda no final de semana. “Diante dessa realidade, não podemos permanecer indiferentes. A Quaresma nos chama à conversão concreta, à caridade que se transforma em gesto. Hoje, Cristo está nas casas que foram inundadas. Cristo está nas famílias que perderam seus móveis, suas roupas, sua segurança. A própria Campanha da Fraternidade deste ano nos provoca refletir sobre a dignidade da moradia. Quando uma casa é destruída, não se perde apenas um espaço físico, fere-se a dignidade, a estabilidade, a esperança. Por isso, convido cada fiel, cada família, cada grupo e pastoral, cada cidadão de bem a se mobilizar”, declarou uma mensagem do Pe. Wellington aos fiéis.
De acordo com o Bispo Diocesano, Dom Roberto Francisco, é uma iniciativa muito boa dos fiéis neste momento de doação, partilha e solidariedade. “Devemos isso ao Evangelho e aos irmãos. E é o critério do julgamento, como está Matheus eu tive fome, fiquei sem casa, me visitastes, me destes de comer, beber. As obras de misericórdia. Uma igreja que não vive a misericórdia não é a igreja de Cristo. Veja como se ama. Amar é partilhar é ser solidário, assim como é estar presente no sofrimento do outro, com compaixão. Ou seja, partilhar a paixão, o sofrimento de Cristo, nesses irmãos que ficaram sem casa”, disse Dom Roberto.