Onde o Amor e a Caridade Deus aí está! (A Igreja e a Venezuela)

Muitos de nós já ouvimos, cantamos e conhecemos a letra desta música no canto do ofertório da missa. Aqui no Brasil a autoria é do Pe. Ney Brasil Pereira adaptando e colocando a melodia do canto gregoriano “Ub caritas et amor, Deus ibi est” em 1979, ou seja, há 47 anos. Como temos várias gerações em nossa Igreja as mais novas talvez não conheçam e raramente é cantada atualmente, pois outros cantos litúrgicos foram substituindo os antigos. Peço ao caro leitor que pesquise, observe a letra e ouça. Detalhe, na quinta-feira da semana santa a letra desta música está escrita no missal romano.

O Apóstolo São Tiago na sua carta ensinou que “A fé sem obras é morta” cf. Tg 2,17. A caridade é nosso desapego ao poder, status (fama) e dinheiro para pensar no próximo que carece de atenção, alimentos, olhar amoroso para os idosos, enfermos, sem terras que querem trabalhar e produzir, sem tetos, que classifico não só os moradores de rua, mas aqueles que almejam casa própria para sair do aluguel, pessoas vulneráveis na saúde física e mental que exigem muito dos seus familiares a presença e renúncia a ter trabalho de carteira assinada ou “bicos” para aumentar a renda, pois tornam-se cuidadores e responsáveis pelos seus. Caríssimo leitor, o amor e a caridade começam em casa, mas também há irmãos não consanguíneos que sofrem e de nós precisam.

Nosso Senhor Jesus Cristo disse: “porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; era peregrino, e não me recolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo e na prisão, e não me visitastes. Então, eles, também responderão: Senhor, quando é que nós te vimos faminto ou sequioso, ou peregrino, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te assistimos? E lhes responderá: Na verdade vos digo: Todas as vezes que o não fizestes a um destes mais pequeninos, a mim o não fizestes.” Cf. Mt. 35,45.

Infelizmente católicos ou não criticam a nossa Igreja afirmando ser a mais rica, mas não são capazes de considerar uma entidade a ser pioneira em criar hospitais, escolas, universidades, casas para idosos. Nossa Igreja desenvolveu o nosso calendário Gregoriano. O primeiro computador e hipertexto, o “Index Thomisticus” foi criado pelo Padre Jesuíta Roberto Busa e em 1949 em parceria com a IBM contendo 118 textos de Santo Thomás de Aquino e 11 milhões de palavras.

Caro irmão leitor, fui hoje (25/06/2026) surpreendido pela notícia do terremoto que atingiu gravemente a Venezuela, sobretudo em La Gaira, Aeroporto Simon Bolivar e Chacao entre muitas outras localidades. Calcula-se 10.000 mortos. Um povo irmão, tão sofrido e vivendo seu êxodo. Muitos foram bem acolhidos no Brasil (ontem vi um trabalhando numa propriedade rural em São Fidélis-RJ). Este terrível terremoto foi sentido em cidades e capitais brasileiras.

Para quem não sabe e só critica a nossa Igreja Católica sem considerar seus expoentes que contribuíram para a humanidade, como entre outros os seguintes padres:

O padre e cientista Tcheco Prokop Diviš inventou o Para-raios. e o sismógrafo a serem desenvolvidos e modernizados até hoje. um dos primeiros para-raios em 1754. Zhang Heng inventou o primeiro sismógrafo do mundo, mas um sacerdote católico, o Padre italiano Giuseppe Mercalli (criador da escala Mercalli), foi professor universitário, geólogo, estudou as erupções do vulcão Vesúvio como diretor do Observatório Vesuviano criou a sismologia, que estuda os movimentos geofísicos da terra como erupções vulcânicas e terremotos. Em sua época, entre 1850 e 1914 não havia notícias e preocupações com maremotos.

Hoje eu me alegrei muito com a postura do Papa Leão XIV, mesmo após uma notícia ruim em relação à Venezuela que vai doar 100.000,00 Euros para auxiliar este país, ou seja em reais: um pouco mais de 500 milhões, além de doações para instituições e não divulgadas. Esta doação é fruto das nossas que, por exemplo neste domingo será para o Óbolo de São Pedro e São Paulo. Seja benevolente na sua oferta nesta semana e procure conhecer a história da Igreja Católica. Somos humanos, mas sustentados pelo Divino. Assim: “Onde o amor e a caridade Deus aí Está.”

Autor: Pe. Marcos Paulo Pinalli da Costa, Pároco e Vigário Judicial Adjunto da Diocese de Campos-RJ.

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