Arquivo Público orienta sobre armazenamento de livros históricos da Paróquia São Gonçalo
“A visita teve como objetivo a produção de um documento com orientações e recomendados para um melhor acondicionamento deste acervo, visando a sua conservação para as gerações futuras”, declarou a historiadora.
Ruan Sousa (Comunicação Diocese de Campos)
A Paróquia São Gonçalo, no subdistrito de Goitacazes, na baixada campista, recebeu nesta terça-feira (22/07), a visita de membros do Arquivo Público Municipal. Objetivo foi realizar a troca de informações para a melhor conservação dos arquivos históricos da paróquia. De acordo com a historiadora Larissa Manhães, os registros contidos nos livros são referentes a batismos, casamentos e óbitos.
A visita aconteceu após uma solicitação do pároco Pe. Fabiano Goulart, que procurou o Arquivo Público, a fim de buscar uma melhor forma de armazenamento e tratamento técnico do rico acervo histórico conservado na Matriz de São Gonçalo. “Os livros que são datados entre o século XIX e XX são importantíssimos registros históricos da população que vivia na freguesia de São Gonçalo, correspondente a outros atuais distritos da Baixada Campista”, disse Larissa.
A Igreja Matriz São Gonçalo existe desde 1863, porém a precede, sendo datada de 1763. Foi elevada a capela curada em 1722. Mas somente no século XIX é que a construção ganhou volume e forma de estilo neoclássico. Também presente na visita técnica estava o pesquisador Diogo Monteiro, que também é frequentador da Paróquia São Gonçalo. Diogo enfatiza que a Igreja Católica no Brasil, além de sua missão espiritual, é sem sombra de dúvidas uma importante guardiã da história dos primeiros anos do país. “Com grande satisfação, torço para que essa importante iniciativa renda bons frutos, contribuindo para a preservação do valioso acervo histórico da Igreja, e que esse seja apenas o primeiro passo de uma longa e frutífera caminhada na conservação dos documentos que contam a história do nosso povo. Há muitas pessoas que recorrem às paróquias em busca de conhecer sua própria história, sua origem. São pessoas que muitas vezes estão a milhares de quilômetros do território diocesano”, mencionou Diogo.



